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Relato de Contato no dia 16/10/2001 por volta das 24:00 -19/10/01

Maria Helena e Vera

Meu nome é Maria Helena, alguns de vocês já me conhecem, pertenço ao núcleo de São Paulo, faço parte do Projeto Portal desde o início (aproximadamente 5 anos), participei ativamente nos primeiros anos tanto na organização das viagens de São Paulo, como nos grupos de apoio durante algumas viagens e iniciei a formação de grupos em São Paulo. Tive várias experiências em grupos, mas a minha experiência pessoal só fui ter nesta última viagem de outubro.

Em agosto deste ano, através de uma foto da aura o Urandir me disse que eu estava pronta e que havia chegado o momento, e que teria que ser até novembro, me programei para esta viagem de outubro, tomando antes o cuidado de confirmar com ele, foi quando ele me disse que eu e a Vera deveríamos ficar uns dois dias após a viagem.

Durante a viagem eu tentei pensar o mínimo possível, pois ele me havia dito que não precisava de preparação, pois foram os Seres que haviam pedido o contato, a única coisa que eu deveria trabalhar mais era o medo e aproveitar a oportunidade, pois se eu perdesse esta chance iria demorar para conseguir outra novamente.

Na terça-feira dia 16 após a viagem estávamos em um grupo de aproximadamente 39 pessoas, quando ele orientou o trabalho para o Odir com o restante do grupo e pediu para que eu e a Vera (ela vai relatar a experiência depois) aguardássemos que ele viria nos buscar no máximo em dez minutos, saiu com a camionete até a cerca e para a nossa surpresa voltou de ré e nos comunicou que os Seres haviam pedido para nós irmos caminhando em direção ao antigo milharal (hoje matagal) e que o aguardássemos após a serrinha, que eles (elementais) iriam nos trabalhando durante o percurso. Bom, lá fomos nós tentando disfarçar a nossa ansiedade conversando nem sei o que, parecíamos duas matracas. Aguardamos o Urandir durante 30 minutos, subimos na camionete e fomos em direção ao antigo milharal, lá perto ele deixou a Vera (enquanto ele dava as instruções para ela, eu de dentro da camionete olhava para o rosto dela e percebia que ela estava um pouco assustada, com os olhos bem arregalados, me deu dó de deixá-la ali sozinha). Em seguida ele me deixou no ponto que eu deveria ficar que por sinal era no meio de uma mata super fechada que nem o céu dava para ver direito, me disse que eu iria fazer contato com um ser extraterrestre feminino e quando começassem os barulhos que eu pedisse para eles não me assustarem. Bem...passaram-se mais ou menos 15 minutos, de repente parecia que tinha uma avalanche de pedras caindo de cima das copas das árvores e batendo nas árvores, nas folhas até chegarem ao chão onde não se via mais nada, elas sumiam do nada, o barulho é ensurdecedor, precisava realmente ser muito "macho" ou melhor, muito "mulher" (porque tem muito macho que não agüenta não...).

Aí coloquei as minhas mãos no plexo e destrambelhei a falar, nem me lembro mais o que, de repente voltou a ficar um silêncio total, quando =

comecei a escutar uma melodia (vários instrumentos) muito ao longe que sinceramente não consigo traduzir ou repetir mesmo ela estando intacta na minha mente, neste momento a razão tomou conta, eu pensei que poderia ser uma festa em alguma fazenda próxima, mas ao apurar os ouvidos, ouvi que era uma melodia que não parecia com nada que eu já tivesse escutado. Estava eu neste envolvimento, totalmente distraída, quando veio a segunda carga de pedras e barulhos dentro da mata, levei um susto tão grande (pois já havia até esquecido da primeira carga). Coloquei as mãos no plexo correndo, prendi a respiração, quando senti algo enorme se aproximando na minha direção, pisando firme, quebrando galhos, era como se em milésimos de segundos alguém iria aparecer na minha frente e falar "estou aqui", foi o pior momento.

Não sei porque de repente tudo ficou em silêncio novamente, aí fui me recompondo quando escutei a melodia novamente e em seguida ouvi a camionete do Urandir se aproximando. Ele pegou a Vera e depois os dois vieram me encontrar, quando ele todo ansioso perguntava o que havia acontecido. Relatei todos os fatos esquecendo da melodia, quando falei da música, ele teve uma reação tão eufórica e me disse, deixa eu ver a tua aura, apagamos a lanterna e em seguida ele falou que de fato eu havia feito contato com um ser extraterrestre e que teria um rastro de luz dentro da mata. Corremos para dentro da mata dando a volta, pois aonde eu havia escutado o barulho a mata era muito fechada, e olhando para o chão avistamos uma "poça" de luz de um verde neon bem leve, quando iluminávamos com a lanterna desaparecia. Pegamos uma folha iluminada cada um, que aos poucos foram se apagando. O Urandir parecia uma criança que havia encontrado um tesouro, talvez eu por não saber o grau de importância de tudo, estava mais feliz por ter superado a mim mesma (em relação ao medo) que o próprio contato.

É uma experiência única, que por mais detalhes que seja o relato não dá para passar a emoção do que é vivenciar realmente.

Talvez o que todos se perguntam como eu mesma sempre me perguntei:

Porque para ter contato, precisa ter este "stress" todo de barulhos assustadores? Perguntei isso ao Urandir, ele me esclareceu, que no momento do impacto dos barulhos, a nossa aura se expande dando chance a eles de nos trabalharem. Segundo o Urandir foram trabalhadas três

camadas da minha aura, primeira, quinta e a sétima.

Nesta experiência, o que eu gostaria de deixar como recado a todos que estão nesta caminhada, que por mais difícil que possa parecer, que principalmente nas horas de desânimo em que pensamos: "Ah! Comigo nada acontece, não vejo nada, não sinto nada, o Urandir promete e nada acontece". Podem ter certeza que o dia de cada um chegará, no momento certo, na hora certa, pois passei a acreditar que se acontecer antes do momento certo ou se o Urandir forçar a barra para acontecer, não será uma experiência que eu classifico uma experiência de "alma e coração" e o aproveitamento não será de 100%, talvez criando na gente traumas e medos.

Tenho certeza que estamos no caminho certo e que todos nós um dia trocaremos nossas experiências, e mais, estaremos aptos para ajudar a humanidade.

Maria Helena

 

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